Ele tem atuado por anos, mas não estava preparado para o fanatismo raivoso. Peter Facinelli estava em um estúdio de televisão numa manhã de sábado recente para outra apresentação de “Crepúsculo”. Mas você não saberia que ele era parte de um fenômeno mundial. Ele não estava envolto por seguranças de Hollywood. E não havia pessoas gritando por perto. Apenas Peter e sua mochila. E ele prefere daquela forma.
Como “Lua Nova” a última parte já lançada da saga “Crepúsculo”, continua nos cinemas – ganhou mais de 230 milhões de dólares desde sua estreia em 20 de novembro – Facinelli, quem interpreta o Doutor Carlisle Cullen, o patriarca do clan Cullen, ainda acha o frenesi um pouco assustador.
“Não há muitos filmes – Eu nem consigo pensar em cinco – que as pessoas acampariam para esperar” Facinelli, 36, disse antes de ir para a frente das câmeras. “Pode ser esmagador. Eu me sinto bastante afortunado por fazer parte de algo assim. Não são muitos os atores que podem dizer isso.”
Facinelli – que tem três filhas e é casado com a aluna de “Beverly Hills, 90210” Jennie Garth – cresceu em Queens, N.Y. Ele começou a atuar 15 anos atrás, com pequenas aparições em programas de TV, depois entrou no filme “Mal Posso Esperar” como um “Jock”. O agito adolescente de 1998, que estrelou a queridinha dos anos 90 Jennifer Love Hewitt, não chega nos números de “Crepúsculo”, mas ajudou a alavancar carreiras de estrelas como Seth Green, Jason Segel e Selma Blair.
“As coisas eram diferentes” Facinelli disse. “Nós éramos novos e nesse filme, adolescente estavam assistindo, mas não havia paparazzi lá fora procurando por fotos. As coisas não eram tão intensas 10 anos atrás. Eu me lembro de quando alguém queria tirar uma foto, demorava três dias para sair nas revistas. Agora, 30 segundos depois de a foto ser tirada, está na internet, e 45 segundos depor, centenas de pessoas já falaram sobre ela.”
Ele continuou a estrelar na série “Fastlane” da Fox, e apareceu na série “Six Feet Under” da HBO, e na “Damages” da FX. Quando o seu agente falou de um papel num filme de vampiros, Facinelli hesitou.
“Eu estava meio ‘Hm, não’” Facinelli disse. “Eu estava orgulhoso dos meus papeis até aquele ponto. Eu pensei sobre um filme sangrento. Você sabe, vampiros em cavernas que viram morcegos. Não fazia meu tipo. Mas eu li o primeiro livro e não consegui deixá-lo de lado. Se eu pudesse me transformar num vampiro, eu me transformaria. Isso significa o tanto que eu queria o papel.”
Com sorte, nenhuma pele foi furada enquanto ele procurava o papel do filme. Agora com dois filmes da saga, Facinelli viu sua vida – e carreira – fatigar.
“Ando bem mais ocupado” Facinelli disse. “Estou viajando muito mais. E eu estou conhecendo muito mais pessoas. Eu tenho atuado há 15 anos então sempre tive fãs fiéis. Mas esse é um novo tipo de fãs. Eles são loucos.”
No meio desses compromissos de medico – além de interpretar o sanguessuga Dr Cullen na série “crepúsculo”, ele também interpreta um medico humano em “Nurse Jackie” – Facinelli conversa muito com os fãs. Ele pode ser sempre visto com o seu iPhone na mão, mandando tweets para seus milhares de seguidores diariamente – se não de hora em hora.
“É o me jeito de controlar o que as pessoas falam sobre mim” disse.
É uma maneira fácil de combater a histeria. Enquanto seus jovens colegas de elenco lidam com a mídia ligada ao sucesso da saga de vampiros, um “velho” Facinelli vê de uma forma diferente.
“É mais fácil para mim, lidar com isso agora” ele disse. “Não posso comparar com Rob e Kristen porque não estou com eles no dia a dia. Mas eu posso dizer por mim, quando eu tinha 23 ou 24, eu não teria sido apto para lidar com esse nível de sucesso. Ser posto num microscópio, não conseguiria processar. Enquanto você envelhece, você constantemente tenta se descobrir, e enquanto eu tinha 20 anos, eu não tinha um senso de mim. Mas agora, eu já estive comigo mesmo por muito mais tempo.
Como a sede de todas as coisas que Crepúsculo lança, Facinelli está se divertindo com a marca. Ele recentemente lançou um transformador de vampiros, uma aplicação para IPhones (também compatível com iPod touch) que permite aos usuários transformar qualquer pessoa num vampiro com um toque de dedos.
“É com isso que eu gasto meus dias” ele disse, passando por sua galeria de vampiros com imagens de sua mulher e filhas “mordidas”. “Qualquer hora que eu tenha um tempo livre.”
Esses momentos livres estão sendo raros, mas tudo bem.
"Estou aproveitando enquanto dura." Ele disse. "'Crepúsculo' é outra gira para mim, e eu continuarei fazendo outros. E espero que os fãs também assistam os outros trabalhos."

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